segunda-feira, 19 de maio de 2008

INÚTIL REBELDIA

Coloco um piercing no nariz
Com um brinco de pressão,
Uma tatoo de nanquim
Pra tirar com sabão.
Pinto o cabelo até a raiz
De verde ou azulão.
Faço cara de ruim,
Mas não passo de um bundão.
Ouço rock pesado,
Banco até o revoltado,
Uso corrente no pescoço
Fechada à cadeado.
Meus vizinhos até acham
Que eu virei viado,
Porque não falo com ninguém
E ando com um bando de macho.
Luta do proletário, não sei o que é isso.
Anarquia, nacionalismo,
Pra mim, nada disso faz sentido.
Falsa atitude,
Inútil rebeldia,
Retrato da juventude
Que vive hoje em dia.
Não passo de um burguês
Filhinho da elite,
Nunca protestei na rua,
Sou um punk de butique.

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