Canto o verso livre de Whitman,
Reverenciando a natureza, o amor livre, o homem
A mulher.
Canto o hediondo, o grotesco,
As palavras poeticamente científicas
Das ciências naturais, da natureza
Dos anjos de Augusto.
Canto o céu e o inferno.
Canto a Bahia, Deus, Jesus crucificado.
A ti canto estes versos, Gregório de Matos.
A Pessoa, a Azevedo,
Kerouak,
A todos os meus doces marginais,
Que embalam meu coração com suas palavras doces
Que me embriagam como o mais forte vinho,
Me adoçam o paladar como o mais refinado licor.
A Jorge Amado e suas amadas sensuais.
Quantas noites desejei Tieta, Dona Flor.
Guimarães, suas palavras me levaram
Pelos rincões do sertão.
A todos os grandes mestres iluminados das palavras,
Que com sua mágica,
Abrem caminhos diante de mim,
Me fazem percorrer jornadas de sentimentos
Bons, maus,
Doloridos.
A todos vocês,
Que embalam minhas noites insones,
Dedico esta canção.
Nenhum comentário:
Postar um comentário