Estou só.
Nesse recanto vazio de móveis
E espelhos,
Tenho apenas a mim mesmo.
Olho em volta e vejo meu reflexo,
Não do meu rosto, mas da minha alma,
Alma, esta, que me faz companhia
Nesse recanto de solidão.
Ninguém para conversar,
Somente a minha consciência
Que me ouve e me vê chorar.
Não há um ombro amigo,
Estou aqui esquecido
Nessa tenda de circo de horrores
Vendo meu reflexo
E refletindo sobre minhas dores
E meus amores.
As horas passam como num relógio de areia,
Grão por grão.
O tempo marcado por esse relógio lento que não marca as horas,
Mas os dias, as semanas,
As estações mortas.
Olho para esse lugar de móveis e espelhos velhos
Que refletem minha velhice, como esses móveis
E o relógio de areia do tempo que marca
O nascimento de cada ruga
E a lembrança de cada rusga.
Estou só.
Tento conversar comigo mesmo
Defronte ao espelho.
Olho para mim e digo:
“O que foi feito?
O que foi dito?
O que foi perdido?’
E digo para mim mesmo:
“Feito... nada!
Dito... palavras ralas!
Perdido... amores por nada!”
Olho para além dos móveis e espelhos
E tento contemplar o futuro.
Mas não há janelas. Só espelhos.
Que me mostram o passado.
Tudo que foi passado por mim e para mim
Nesses anos que eu não olhei para o espelho
Que guarda minha alma e por isso,
Agora estou só
E só me resta ter calma.
Estou só.
Só comigo mesmo num quarto com espelhos
E móveis velhos,
Como minha alma
Que está estampada na minha face
Para passar a limpo
E me mostrar que não há mais nada
Por trás de minha cara enrugada,
Apenas as lembranças passadas
Nesse recanto vazio de móveis
E espelhos,
Tenho apenas a mim mesmo.
Olho em volta e vejo meu reflexo,
Não do meu rosto, mas da minha alma,
Alma, esta, que me faz companhia
Nesse recanto de solidão.
Ninguém para conversar,
Somente a minha consciência
Que me ouve e me vê chorar.
Não há um ombro amigo,
Estou aqui esquecido
Nessa tenda de circo de horrores
Vendo meu reflexo
E refletindo sobre minhas dores
E meus amores.
As horas passam como num relógio de areia,
Grão por grão.
O tempo marcado por esse relógio lento que não marca as horas,
Mas os dias, as semanas,
As estações mortas.
Olho para esse lugar de móveis e espelhos velhos
Que refletem minha velhice, como esses móveis
E o relógio de areia do tempo que marca
O nascimento de cada ruga
E a lembrança de cada rusga.
Estou só.
Tento conversar comigo mesmo
Defronte ao espelho.
Olho para mim e digo:
“O que foi feito?
O que foi dito?
O que foi perdido?’
E digo para mim mesmo:
“Feito... nada!
Dito... palavras ralas!
Perdido... amores por nada!”
Olho para além dos móveis e espelhos
E tento contemplar o futuro.
Mas não há janelas. Só espelhos.
Que me mostram o passado.
Tudo que foi passado por mim e para mim
Nesses anos que eu não olhei para o espelho
Que guarda minha alma e por isso,
Agora estou só
E só me resta ter calma.
Estou só.
Só comigo mesmo num quarto com espelhos
E móveis velhos,
Como minha alma
Que está estampada na minha face
Para passar a limpo
E me mostrar que não há mais nada
Por trás de minha cara enrugada,
Apenas as lembranças passadas
Diante do espelho.
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