Para a maioria dos jovens de hoje música e poesia são coisas totalmente distintas. Um é relacionado a diversão, sentimentos de alegria ou tristeza e é parte importante da vida de muitos deles, já a poesia é só aquele negócio chato de aula de Literatura e prova de português. Mas o que esses garotos e meninas não sabem é que eles são muito semelhantes não só nas características gerais – ambos possuem métricos, rima, ritmo – como no tocante aos sentimentos.
Desde os primórdios da poesia eles andam juntos. Na Antigüidade os poemas eram cantados por não haver escrita difundida nas civilizações da época, a Epopéia de Homero, por exemplo, tem seus mais de quinhentos versos cantados. Fato que se repete pela idade Média. Quem nunca ouviu falar nos trovadores e menestréis? Esses artistas de rua iam de cidade em cidade divulgando suas cantigas de amor, escárnio, amigo e maldizer, não muito diferente dos artistas de hoje.
E não é só dessa forma que essas duas expressões artísticas se aproximam. Muitos compositores do século passado voluntária ou involuntariamente escreveram obras dignas das escolas literárias brasileiras. O que foi a Tropicália se não uma versão MPB da antropofagia de Oswald de Andrade? A estética que misturava ritmos brasileiros com guitarras de rock foi uma das maneiras de aplicar o conceito modernista de Oswald que era pegar o que havia de melhor na nossa cultura e misturar com o que havia de melhor do que vinha de fora.
Outro exemplo são as canções feitas na época da Ditadura como “Casa no Campo” e “Além do Horizonte” que carrega elementos do Parnasianismo, escola literária do século XVIII ou “Vento no Litoral” da Legião Urbana que tem enorme semelhança com a poesia “sonhando” de Álvares de Azevedo, um dos maiores nomes do Romantismo brasileiro?
E não é só na carga de elementos semelhantes que a música e a poesia se aproximam, muitas canções que fizeram sucesso nas rádios são na verdade poemas musicados e exemplos não faltam: “Rosa de Hiroshima” de Vinícius de Moraes virou sucesso com Secos e Molhados, “Fanatismo” da poetisa portuguesa Florbela Espanca fez um grande sucesso nos anos de 1980 na voz de Raimundo Fagner e não podemos esquecer de “Monte Castelo” canção da Legião Urbana que usa os versos de Luís de Camões.
Portanto como pôde ser ilustrado (de forma superficial é claro) a música e a poesia não só são próximas como praticamente dois lados da mesma moeda. E agora quando você for ouvir aquela canção que embala seu coração experimente fazer essa brincadeira, pesquise e descubra com que poesia ela se parece, veja se tem a ver com alguma escola literária e entre nesse universo maravilhoso que também faz rir, chorar, divertir e conscientizar.
Desde os primórdios da poesia eles andam juntos. Na Antigüidade os poemas eram cantados por não haver escrita difundida nas civilizações da época, a Epopéia de Homero, por exemplo, tem seus mais de quinhentos versos cantados. Fato que se repete pela idade Média. Quem nunca ouviu falar nos trovadores e menestréis? Esses artistas de rua iam de cidade em cidade divulgando suas cantigas de amor, escárnio, amigo e maldizer, não muito diferente dos artistas de hoje.
E não é só dessa forma que essas duas expressões artísticas se aproximam. Muitos compositores do século passado voluntária ou involuntariamente escreveram obras dignas das escolas literárias brasileiras. O que foi a Tropicália se não uma versão MPB da antropofagia de Oswald de Andrade? A estética que misturava ritmos brasileiros com guitarras de rock foi uma das maneiras de aplicar o conceito modernista de Oswald que era pegar o que havia de melhor na nossa cultura e misturar com o que havia de melhor do que vinha de fora.
Outro exemplo são as canções feitas na época da Ditadura como “Casa no Campo” e “Além do Horizonte” que carrega elementos do Parnasianismo, escola literária do século XVIII ou “Vento no Litoral” da Legião Urbana que tem enorme semelhança com a poesia “sonhando” de Álvares de Azevedo, um dos maiores nomes do Romantismo brasileiro?
E não é só na carga de elementos semelhantes que a música e a poesia se aproximam, muitas canções que fizeram sucesso nas rádios são na verdade poemas musicados e exemplos não faltam: “Rosa de Hiroshima” de Vinícius de Moraes virou sucesso com Secos e Molhados, “Fanatismo” da poetisa portuguesa Florbela Espanca fez um grande sucesso nos anos de 1980 na voz de Raimundo Fagner e não podemos esquecer de “Monte Castelo” canção da Legião Urbana que usa os versos de Luís de Camões.
Portanto como pôde ser ilustrado (de forma superficial é claro) a música e a poesia não só são próximas como praticamente dois lados da mesma moeda. E agora quando você for ouvir aquela canção que embala seu coração experimente fazer essa brincadeira, pesquise e descubra com que poesia ela se parece, veja se tem a ver com alguma escola literária e entre nesse universo maravilhoso que também faz rir, chorar, divertir e conscientizar.
(Texto anteriormente publicado no site www.vistolivre.com, na coluna Letra Literal de 25/04/07.)
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