quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

BALADA

Apagou a luz,
Começou a fumaça.
Ao som do beat
O coração bate.
Começa-se a entoar:
“Dance, dance”;
se inicia o transe.
A festa começou,
O povo se animou.
E tem início o ritual.
Os corpos se agitam,
transpiram.
Ninguém vê nada.
Olhos fechados,
Luzes apagadas,
Ninguém quer o final.
Não há problemas,
Nem desilusões,
Nenhum dilema,
Só a batida.
A mente, desliga.
O corpo, se agita.
Não tem mais mundo
E nada à vista,
Somente a pista.
Uma massa de corpos,
Cores nos tetos
E cores nos copos.
Não há relógio,
O tempo não passa,
Tudo pára.
Só fica o refrão
No compasso do coração.
Apenas dançar.
Até o mundo acabar.
O êxtase chegar.
O dj parar.
O sol nascer.
A pista acender.
E outro sábado chegar.

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