Na semana passada eu assisti a um programa na MTV que falava de música pop. O pop como segmento musical é aquele tipo de canção de apelo popular, com letras, na maioria das vezes superficiais, com refrões que grudam no ouvido da gente, tem melodia assoviável e muitas vezes não é valorizada pela crítica.
Como todo produto a música pop é feita para vender. Não importa a segmentação, o intuito de artistas que trilham esse caminho é tocar em rádios por todo o país, fazer sucesso e como conseqüência ganhar dinheiro. E a música pop não escolhe gênero, pode ser uma banda de rock, um cantor de hip hop, pode ser até mesmo artistas saídos da nossa música sertaneja e que desviam para outros rumos.
Esse gênero sempre levantou questionamentos quanto a sua qualidade. Uns dizem que há sim qualidade nessas músicas, levam em conta várias canções que foram eternizadas como Hotel Califórnia, Pinball Wizzard, ou Blue Suede Shoes. Outros, por outro lado, alegam que, realmente muitas músicas se tornaram clássicos, mas o número de sucessos descartáveis e de qualidade discutíveis é muito maior. Mas o que isso tudo tem a ver com literatura, vocês vão me perguntar! É muito simples, da mesma forma que na música têm os artistas com A maiúsculo e os de qualidade duvidosa, na literatura temos as grandes obras e os famigerados Best Sellers.
Best Sellers, caros leitores, são aqueles livros que são vendidos aos milhões por todo o mundo, com uma publicidade pesada e são lançados com a intenção de apenas entreter os leitores. Como na música pop, são obras na maioria das vezes passageiras e que não carregam o peso de obras seminais. Claro que nem todo best seller e ruim (eu mesmo adoro alguns autores) muitos livros desse segmento, como no pop, com o passar dos anos se tornaram clássicos como O Apanhador no Campo de Centeio, O Poderoso Chefão, O Xangô de Baker Street, entre outros.
Outra semelhança com a música pop é o fato desse tipo de literatura seguir uma formula de sucesso: são livros com enredo simples, personagens sem muita complexidade, exploram bem a dicotomia do bem contra o mal, ou seja, tem o herói e o vilão bem delineados e histórias lineares, portanto fáceis de ler. Porém da mesma forma que há canções pop com arranjos bem elaborados e letras bem escritas, há também best sellers com textos bem escritos e histórias complexas. Sendo assim, não se acanhe em dizer que adora as músicas da Madonna ou que leu o último sucesso de Dan Brown. Até porque se o Papa é Pop, por que você também não pode ser? Um forte abraço e fiquem com Deus.
(Texto anteriormente publicado no site www.vistolivre.com em setembro de 2007.)
Como todo produto a música pop é feita para vender. Não importa a segmentação, o intuito de artistas que trilham esse caminho é tocar em rádios por todo o país, fazer sucesso e como conseqüência ganhar dinheiro. E a música pop não escolhe gênero, pode ser uma banda de rock, um cantor de hip hop, pode ser até mesmo artistas saídos da nossa música sertaneja e que desviam para outros rumos.
Esse gênero sempre levantou questionamentos quanto a sua qualidade. Uns dizem que há sim qualidade nessas músicas, levam em conta várias canções que foram eternizadas como Hotel Califórnia, Pinball Wizzard, ou Blue Suede Shoes. Outros, por outro lado, alegam que, realmente muitas músicas se tornaram clássicos, mas o número de sucessos descartáveis e de qualidade discutíveis é muito maior. Mas o que isso tudo tem a ver com literatura, vocês vão me perguntar! É muito simples, da mesma forma que na música têm os artistas com A maiúsculo e os de qualidade duvidosa, na literatura temos as grandes obras e os famigerados Best Sellers.
Best Sellers, caros leitores, são aqueles livros que são vendidos aos milhões por todo o mundo, com uma publicidade pesada e são lançados com a intenção de apenas entreter os leitores. Como na música pop, são obras na maioria das vezes passageiras e que não carregam o peso de obras seminais. Claro que nem todo best seller e ruim (eu mesmo adoro alguns autores) muitos livros desse segmento, como no pop, com o passar dos anos se tornaram clássicos como O Apanhador no Campo de Centeio, O Poderoso Chefão, O Xangô de Baker Street, entre outros.
Outra semelhança com a música pop é o fato desse tipo de literatura seguir uma formula de sucesso: são livros com enredo simples, personagens sem muita complexidade, exploram bem a dicotomia do bem contra o mal, ou seja, tem o herói e o vilão bem delineados e histórias lineares, portanto fáceis de ler. Porém da mesma forma que há canções pop com arranjos bem elaborados e letras bem escritas, há também best sellers com textos bem escritos e histórias complexas. Sendo assim, não se acanhe em dizer que adora as músicas da Madonna ou que leu o último sucesso de Dan Brown. Até porque se o Papa é Pop, por que você também não pode ser? Um forte abraço e fiquem com Deus.
(Texto anteriormente publicado no site www.vistolivre.com em setembro de 2007.)
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