segunda-feira, 24 de março de 2008

BRAZILIAN SKINHEAD

Ódio branco.
Lixo branco.
Idealismo germânico
De um nanico insano.
Num país miscigenado,
Jovens alienados
Extravasam sua agressividade
Em índios, negros,
Judeus ou viados.
Querem limpar a cidade
Dos “parasitas da sociedade”,
Que não passam, na verdade,
De nordestinos de coragem
Que transformaram essa metrópole,
Na maior das cidades.
Idiotas, imbecis,
Que não sabem o que dizem,
Só sabem erguer a voz,
Mas esquecem suas raízes
E de quem são seus avós.
Ideais de raça pura,
Uma idéia absurda
No país da mistura,
Que desde o descobrimento,
Mesmo eles não sabendo,
Já vinham misturado,
O sangue do povo ibérico
Com as “impurezas do sangue arábico”.
Se acham superiores
Com sua pele clara,
Mas raspam seus cabelos (crespos)
E suas barbas ralas.
Levantam a bandeira
E povo estranho,
Quando até para eles
Não passamos de “chicanos”.
Se tatuam com suásticas,
O símbolo dos babacas,
De pessoas fracassadas,
Com suas inutilidades extravasadas,
Pregando idéias atrasadas,
Com uma ira desenfreada
Contra inocentes trabalhadores
Que sofrem horrores
Nas mãos desses perdedores,
Que só querem agredir
Como forma de fugir

Da idéia de descobrir
Que não passam de frustrados
Que vão ser por toda vida
Uns imbecis retardados.

Nenhum comentário: