A Literatura é uma área do conhecimento humano que se caracteriza por sua abrangência de interpretações. Essas interpretações são fruto de todo o conhecimento adquirido com o passar dos séculos. Os textos literários refletem as relações do homem com a sociedade, seus valores, costumes, com a fé e com os sentimentos. E é por isso que são infindáveis as possibilidades de interpretações e leituras, por exemplo, uma leitura filosófica de uma obra, até mesmo a teologia pode ser usada para esses fins.
Como foi dito, a produção literária é fruto da relação do homem com o que o cerca e a sua relação com Deus também está presente em vários textos clássicos. É possível traçar as várias visões sobre fé, religiosidade e a relação do homem com Deus desde o surgimento da cultura ocidental – vista através das obras literárias da Antigüidade – até os dias de hoje – através das obras de poesia contemporânea.
Em grandes obras como a Epopéia de Homero, por exemplo, a relação do homem com os deuses é direta e a interferência dos habitantes do Olimpo é decisiva para o desfecho do conflito entre gregos e troianos. Aqui nesse momento, para os homens, os deuses não só interferem no nosso cotidiano, como em alguns casos vive entre nós, essa visão é muito comum nos povos antigos e posteriormente nos povos bárbaros, principalmente os nórdicos.
Com o advento do cristianismo e a produção literária tendo maior visibilidade devido ao início da produção em massa dos livros, novas idéias se propagam, o homem não mais acredita que os deuses andam entre nós, agora há um único Deus onipresente e o homem se coloca numa condição de submissão diante desse Deus. Na obra do poeta barroco Gregório de Mattos esse sentimento de submissão (não no sentido pejorativo, mas de alguém extremamente devoto) é bem visível através de seus poemas sacros. Uma outra obra que exprime a doutrina cristã como algo natural na sociedade é o livro A Divina Comédia de Dante Alighieri escrito no início do século XIV e que trata da redenção da alma e sua ida ao paraíso após expurgar os pecados no inferno e purgatório.
Alguns séculos mais à frente, com o avanço do Iluminismo e outras linhas de pensamento que pregam a apreciação da ciência – como no fim do século XIX que se vê tomado por pensamentos como o Positivismo, o Darwinismo e outras filosofias científicas – alguns autores passam a não se voltar mais para Deus e a fazer duras críticas à igreja católica (instituição) como é o caso do romance O Crime do Padre Amaro de Eça de Queirós, que faz reprimendas ao clero português.
No decorrer do século XX a humanidade viu a ciência responder a alguns questionamentos, mas não a todos, então o homem se voltou mais para Deus e passou a encarar a fé não como algo que traz medos e padecimentos como na Idade Média, mas algo que dá conforto num mundo conturbado com conflitos e incertezas. Esse sentimento pode ser visto na obra do poeta brasileiro Murilo Mendes que era católico praticante e sempre procurou transmitir a sua fé através de seus poemas.
Esse tema é muito extenso e mais claro ficaria com a exemplificação dos poemas, mas o principal é perceber que, na literatura, qualquer interpretação é valida e que mesmo não sendo uma obra religiosa pode se apreender algo nesse sentido porque a fé e a religião fazem parte do homem e tudo que faz parte da natureza humana não fica de fora das obras literárias. E já que não é possível exemplificar nesse espaço, vale a dica de procurar os autores que estão citados no texto e fazer, cada um, sua própria leitura e tentar identificar não só a teologia, mas também outras fontes de interpretação que é o que há de mais prazeroso no ato de ler.
Como foi dito, a produção literária é fruto da relação do homem com o que o cerca e a sua relação com Deus também está presente em vários textos clássicos. É possível traçar as várias visões sobre fé, religiosidade e a relação do homem com Deus desde o surgimento da cultura ocidental – vista através das obras literárias da Antigüidade – até os dias de hoje – através das obras de poesia contemporânea.
Em grandes obras como a Epopéia de Homero, por exemplo, a relação do homem com os deuses é direta e a interferência dos habitantes do Olimpo é decisiva para o desfecho do conflito entre gregos e troianos. Aqui nesse momento, para os homens, os deuses não só interferem no nosso cotidiano, como em alguns casos vive entre nós, essa visão é muito comum nos povos antigos e posteriormente nos povos bárbaros, principalmente os nórdicos.
Com o advento do cristianismo e a produção literária tendo maior visibilidade devido ao início da produção em massa dos livros, novas idéias se propagam, o homem não mais acredita que os deuses andam entre nós, agora há um único Deus onipresente e o homem se coloca numa condição de submissão diante desse Deus. Na obra do poeta barroco Gregório de Mattos esse sentimento de submissão (não no sentido pejorativo, mas de alguém extremamente devoto) é bem visível através de seus poemas sacros. Uma outra obra que exprime a doutrina cristã como algo natural na sociedade é o livro A Divina Comédia de Dante Alighieri escrito no início do século XIV e que trata da redenção da alma e sua ida ao paraíso após expurgar os pecados no inferno e purgatório.
Alguns séculos mais à frente, com o avanço do Iluminismo e outras linhas de pensamento que pregam a apreciação da ciência – como no fim do século XIX que se vê tomado por pensamentos como o Positivismo, o Darwinismo e outras filosofias científicas – alguns autores passam a não se voltar mais para Deus e a fazer duras críticas à igreja católica (instituição) como é o caso do romance O Crime do Padre Amaro de Eça de Queirós, que faz reprimendas ao clero português.
No decorrer do século XX a humanidade viu a ciência responder a alguns questionamentos, mas não a todos, então o homem se voltou mais para Deus e passou a encarar a fé não como algo que traz medos e padecimentos como na Idade Média, mas algo que dá conforto num mundo conturbado com conflitos e incertezas. Esse sentimento pode ser visto na obra do poeta brasileiro Murilo Mendes que era católico praticante e sempre procurou transmitir a sua fé através de seus poemas.
Esse tema é muito extenso e mais claro ficaria com a exemplificação dos poemas, mas o principal é perceber que, na literatura, qualquer interpretação é valida e que mesmo não sendo uma obra religiosa pode se apreender algo nesse sentido porque a fé e a religião fazem parte do homem e tudo que faz parte da natureza humana não fica de fora das obras literárias. E já que não é possível exemplificar nesse espaço, vale a dica de procurar os autores que estão citados no texto e fazer, cada um, sua própria leitura e tentar identificar não só a teologia, mas também outras fontes de interpretação que é o que há de mais prazeroso no ato de ler.
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